terça-feira, 10 de abril de 2012

Aluno a distância vai melhor no Enade

Os alunos que ingressaram em cursos superiores com a modalidade de educação a distância têm mostrado melhor desempenho do que os estudantes que fazem o mesmo curso da maneira tradicional, segundo os primeiros resultados do Enade (exame do MEC que avalia o ensino superior), revela reportagem publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes da Folha ou do UOL).

Levantamento feito pelo Inep (órgão de avaliação e pesquisa do MEC) aponta que os alunos de cursos a distância se saíram melhor em 7 das 13 áreas onde essa comparação é possível.

A análise mostra vantagem ainda maior nos primeiros anos de curso --9 entre 13 áreas de ensino. Turismo e ciências sociais apresentam vantagem favorável aos cursos a distância. No ensino presencial, o melhor desempenho foi registrado nos cursos de geografia e história.

fonte:http://www1.folha.uol.com.br

A História do Ensino Distância

Apesar de parecerem novos, os cursos a distância já existem desde 1890 na Alemanha e desde 1881 na Universidade de Chicago, que oferecia um curso da língua hebraica por correspondência. Há documentos que provam que já no início do século XX existiam produções de filmes educacionais e também transmissões radiofônicas, todas nos Estados Unidos.

No Brasil essa prática só chegou com força em 1937 com a criação do Serviço de Radiodifusão Educativa, do Ministério da Educação; o esquema era trazer aulas no rádio que eram acompanhadas por material impresso. A primeira empresa particular a trazer o serviço de ensino a distância foi o Instituto Monitor, que desde 1939 já atendeu mais de 5 milhões de pessoas.

O Instituto Universal Brasileiro, que foi criado em 1941, até hoje tem uma gama imensa de alunos por correspondência que aprendem novas profissões por meio de material impresso e, recentemente, fitas de vídeo. Com o foco na formação técnica, o IUB, que atualmente conta com 200 mil alunos, já atendeu durante toda a sua história mais de 4 milhões de pessoas.

Estes dois, o Instituto Monitor e o Instituto Universal Brasileiro, foram os únicos que sobreviveram com suas empresas desde o começo e estão ativos até hoje. Com a advinda da televisão, em 1948, logo surgiram novas chances de transmitir conhecimentos e em 1965 o poder público criou a TV Educativa. Em 1977, foi criada a Fundação Roberto Marinho que, em 1981 colocou no ar o Telecurso 1º e 2º graus. Em 1995, o nome passou a ser Telecurso 2000, nos dez anos seguintes o curso, que ensina as matérias do ensino fundamental e médio via programas de televisão e apostilas impressas, já formou 4 milhões de pessoas.

Um dos preconceitos relacionados aos cursos a distância era a falta de regulamentação por parte do governo federal, o que foi mudado em 1998, por decreto presidencial. Assim sendo, em 1999 surgiram os primeiros cursos superiores regidos por lei no Brasil. Hoje são 215 cursos reconhecidos pelo MEC e a maior procura é pelos cursos supletivos do ensino médio.

fonte:http://vestibular.brasilescola.com/ensino-distancia/historia.htm